A epidemia silenciosa que afasta 430 trabalhadores por dia
Os registros de F41 (transtornos ansiosos) quase dobraram entre 2023 e 2025, saltando de 81.874 para 157.235 casos. A ansiedade responde por 40% de todos os afastamentos por saúde mental. No ranking geral, ocupa a 4ª posição com 166.489 benefícios em 2025.
A evolução dos números
| Ano | Afastamentos por Ansiedade (F41) | Variação |
|---|---|---|
| 2023 | 81.874 | — |
| 2024 | 141.414 | +73% |
| 2025 | 157.235 | +92% vs 2023 |
Fonte: ANAMT/INSS e Portal Contábeis, 2026.
O que é ansiedade ocupacional
Medo excessivo, preocupação persistente e sensação constante de ameaça, mesmo sem risco real. No trabalho, está associada a sobrecarga, pressão por resultados, jornadas extensas e insegurança no emprego.
Sinais de alerta para gestores
- Irritabilidade persistente
- Dificuldade de concentração e erros frequentes
- Tensão muscular crônica e problemas gastrointestinais
- Insônia ou sono não reparador
- Sensação de urgência constante
- Queda progressiva da produtividade
- Evitação de situações sociais
Os fatores de risco organizacionais
Exigências quantitativas excessivas, ritmo acelerado, baixa previsibilidade, conflitos de papel e insegurança no emprego são os principais alimentadores da ansiedade ocupacional.
Estratégias de prevenção
- Nível organizacional: revisar cargas, metas realistas, previsibilidade
- Nível gerencial: capacitar lideranças para identificar sinais
- Nível individual: PAE, psicoterapia, treinamento em enfrentamento
- Monitoramento contínuo: avaliações periódicas de riscos psicossociais
O RISK.OS e a dimensão da ansiedade
O RISK.OS avalia diretamente as dimensões que alimentam a ansiedade: exigências quantitativas, ritmo de trabalho, previsibilidade, conflitos de papel e insegurança no emprego.




